FLAP 2007: CONTAMINAÇÕES


o homem da quitinete de marfim

Destaque para o escritor Marcelo Mirisola na home da UOL (aqui). Mirisola participará do encerramento da FLAP! com a leitura de trecho de seu novo livro “O Homem da Quitinete de Marfim”, editora Record.

 



Escrito por flap às 15h31
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Deu na Folha

postado por Fábio Aristimunho


 

Flap chega à terceira edição

"Flip alternativa" começa amanhã em SP

Evento acontece na Casa das Rosas e Espaço Satyros; este ano haverá feira de livros na calçada da praça Roosevelt


EDUARDO SIMÕES
DA REPORTAGEM LOCAL

As letrinhas ainda não têm significado. Mas a Flap continua firme com sua proposta de ser uma "festa literária alternativa à de Paraty", menos orientada para escritores-celebridades e mais barata -na verdade, de graça. Em sua terceira edição, a Flap acontece de amanhã a domingo, na Casa das Rosas e no Espaço Satyros, com o tema "Contaminações".
"Pretendermos discutir tudo o que contaminha e é contaminado pela literatura", diz Ana Rüsche, uma das organizadoras da Flap, que começa com uma leitura de poesia convidados lêem seus próprios poemas e trabalhos de poetas da sua escolha.
Uma novidade deste ano é uma feira de livros nas calçadas da praça Roosevelt, com livros com descontos e destaque para escritores independentes. "Cabe a nós o desafio de manter-nos com o bom humor necessário dentro da proposta de não transformar ninguém em celebridade e estabelecer um debate vigoroso, acalorado, sem privilegiar panelinhas ou editoras."
Os debates serão divididos em cinco temas. A abertura, diz Rüsche, servirá de espécie de "memória" do evento, com palestrantes que já estiveram presentes em outras edições. A segunda mesa é dedicada ao ensino de literatura, do ensino médio à profissionalização do escritor. A terceira, confrontará a literatura e linguagens como como cinema, teatro e quadrinhos. A última mesa se debruçará sobre a influência latino-americana na produção contemporânea.
Rüsche chama a atenção para a firmação da Flap no calendário de eventos literários, não só de São Paulo -nos dias 4 e 5 de agosto, a Flap acontece no Rio, em lugar ainda não determinado. Sinais do fortalecimento do evento seriam a divulgação espontânea - "pessoas que nem são da organização auxiliam na propagação do evento"- e a confirmação quase imediata de palestrantes -"que querem efetivamente estar dentro do programa".

(Folha de São Paulo, Caderno Ilustrada, 28 de junho de 2007) 



Escrito por flap às 00h19
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O que você vai fazer neste fim de semana? 

por Victor Del Franco

 

A melhor programação cultural

deste fim de semana está aqui.

 

 

Anote na agenda e compareça.

Faltam apenas 2 dias!

 



Escrito por flap às 14h40
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a FLAP na boca da net

por Ana Rüsche

Precisar o que seja a FLAP! é tarefa que não pretendemos cumprir – exatamente para isso temos o concurso sobre o que significa a sigla F.L.A.P., hehe. Entretanto, é muito interessante ver como na internet espalha-se a notícia, basta digitar “FLAP 2007” no google.

desde os amigos apoiadores como o Germina Literatura, o Cronópios e a Selva e os amigos discretos como a poeta Ana Ramiro.

Já o Ademir Assunção rasga: “É a turma do Projeto Identidade e do Jornal Casulo agitando o pedaço e abrindo espaço. Ferro na boneca, cambada, como diriam os antigos romanos”.

Ou então o adorável Tadeu Sarmento com suas reflexões: “Eventos literários são de um constrangimento maravilhoso, pois é constrangedor assistir a um escritor ou a um poeta falando em público. Estou com Evandro Affonso Ferreira quando este diz que é um passarinho, não um ornitólogo, e que por isso não é capaz de teorizar sobre sua obra. Como dizer aquilo que se escreveu, com outras palavras além das já escritas na página? De qualquer forma, não perderei a http://flap2007.zip.net/ deste ano, que dentre outras maravilhas, desentocará o genial Juliano Garcia Pessanha, direto das intocáveis esferas da coruja de Minerva. Sim, é imperdível. Constrangedor, mas imperdível”.

Ainda na versão do Ivan Hegenberg: “Eu estarei lá, sábado e domingo na Praça Roosevelt, com uma bancadinha de camelô vendendo Será aos desavisados".

Por fim, há as primeiras coberturas desse ano, como a matéria do O Tempo e a chamadinha no Portal LiteralA minoria apaixonada por literatura não faz feio e comparece em peso aos eventos, fazendo com que cresçam a cada ano. Chegando à terceira edição, a Flap!, que acontece entre 29 de junho e 1º de julho em São Paulo, firma-se nesse cenário festeiro com uma programação que se orgulha de "encarar sem reverencialismo a obra literária e seu processo de criação, evitando que a reunião dos membros das mesas se transforme em motivo de espetáculo por receber 'celebridades culturais'. Como diria Paulo Francis, WAAL”.

 

Ao menos todos acertam, pois FLAP é lá o que vc quiser.



Escrito por flap às 18h49
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por Andréa Catrópa



(foto da poeta Hilda Hilst)

Aproveitando o gancho da semana passada, quando coloquei aqui um trecho da entrevista inédita de Zeca Baleiro contando da sua experiência ao fazer o CD em que musicou poemas de Hilda Hilst, vou me referir de novo à “Ode descontínua e remota para flauta e oboé - de Ariana para Dionísio” (2005). À primeira audição, duas impressões: 1) não tinha nada a ver com outros trabalhos do Zeca; 2) soava semelhante a algumas canções interpretadas por virtuoses da nossa MPB, como Mônica Salmaso e Na Ozetti (que, de fato, participam do CD).

Mas enquanto eu ia redigindo as perguntas para a entrevista, deixei “Ode” rolando...repetidas vezes...e fui sentindo o peso e a grandeza daquelas canções:os sentimentos complexos por trás dos poemas de Hilda, a coragem de Zeca em se manter firme no anti-pop.

Insisto no assunto porque acho que no meio literário nem sempre damos a devida atenção aos trabalhos que mesclam linguagens. Como se pairasse no ar o seguinte preconceito: se o texto fosse bom mesmo, não ia precisar estar associado a outras formas de expressão.

Outro dia, o professor Roberto Zular observou uma coisa interessante: nós poetas estamos usando a Internet quase sempre como usamos os suportes impressos. De fato, pouco fazemos hoje que seja poesia especificamente para o meio eletrônico, ou seja, que aproveite as potencialidades do som, da imagem em movimento etc. Será que temos medo de não sermos sérios?



Escrito por flap às 22h50
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